O Último Passeio


Está chegando a hora de arrumar as malas. Este foi o último fim de semana antes de embarcarmos de volta ao Brasil-sil-sil. E hoje fizemos o último passeio, indo ao Exploratorium em San Francisco.

 Levamos meia hora para conseguir estacionar, fato que não chega a ser surpreendente nesta região. Situado em uma região residencial, fica próximo o suficiente da baía para ser uma região muito procurada por turistas e visitantes.

Fico imaginando quanto custa morar em uma casinha geminada apertada com esta. Só pela localização eu diria que apenas o aluguel ultrapassa os 5 mil dólares mensais. Não se vê carros que não sejam invejáveis saindo destas garagens.

Cenário de filmes e casamentos, o Palace of Fine Arts, que fica na parte exterior do Exploratorium, conta com um conjunto de estruturas arquitetônicas belíssimas, rodeadas por um lago onde patos e marrecos dão vida ao cenário.

As colunas são grandes. Muito grandes. Imensamente belas e grandes. Bem grandes. Imensas.

Eu deixei minha blusa no carro, já que esperava que o Exploratorium estivesse aquecido. Aqui fora, porém, além de frio estava começando a chover. Eu tinha que evitar molhar meu equipamento, claro. A bolsa nova para a câmera que tem uma capa protetora para chuva se mostrou útil. A pressa que eu tinha não combinava com a vontade de posar do restante da família. Chegamos a um meio termo.

Os meninos ficaram extremamente excitados com as atrações do Exploratorium. Tantas apresentações curiosas sobre fenômenos naturais que os meninos não conseguiam se concentrar. Não sabiam para onde olhar, para onde ir, o que experimentar ou o que entender.

Eu, em vão, tentei explicar os princípios físicos por trás das atrações, mas fui sempre recebido com um profundo desprezo. Em menos de 4 segundos era saudado com um ‘que legal’ e já via as costas de um menino que se dirigia ao próximo ‘brinquedo’, como era por eles definido. O visual, sonoro e experimental tinham precedência sobre o teórico.

As atrações eram variadas. Desde simuladores de tufões à mesas produtoras de bolhas de sabão, não me lembro de área da Física que não estivesse coberta pelas diversas atrações.

Em alguns casos, até havia um irmão estraga prazer. Pra que estourar a bolha do outro?

Algumas eram interessantes para quem detinha o conhecimento da teoria, mas um tanto quanto estranhas para os leigos. Será que esta foi confundida com o Kinect?

Os meninos se encantaram com o mundo da ciência e isto nos bastou. Há 9 anos atrás eu e a Carina tínhamos visitado o Exploratorium e planejado voltar com nossos filhos que certamente ficariam encantados. Bem, não imaginamos o tanto.

Já há planos para trazer os primos para conhecerem o Exploratorium. Tomara que dê certo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.