Três dias em Piura


Viemos a Piura para uma estada curta, de três dias. Eu vim dar um treinamento para líderes locais sobre integridade, comissionado pela

, que mantém projetos de apoio a igrejas em áreas de tragédia e pobreza ao redor do mundo. Nesta foto, vemos onde fica o

. O pepe é um projeto de ensino pré escolar para crianças carentes, capacitando-as para o “vestibular” que as crianças precisam prestar para entrarem em escolas públicas no Peru. Como o governo exige o teste mas não oferece escolas para estas crianças, o ciclo de pobreza e analfabetismo se mantém.

Ficamos hospedados na casa de nossos amigos Léo e Jonara, sendo divertidos o tempo todo pelo pequeno Ravi. Hospedagem de primeiríssima, papo cabeça, tempo bom. Parece que já nos conhecemos de longa data.

Estamos em uma região pobre no Peru, bem ao norte. Apesar de ser uma capital de província, como uma capital de estado, é o lugar mais parecido com a Índia em que já estive. Aqui os auto-rickshaw são chamados de moto-táxi. Muitas coisas nos marcaram.

Os índices de abuso a crianças e mulheres é bem alto na região. Ouvimos este menino apanhar muito de seu pai porque ele saiu de casa sem que eles percebessem. Ou, talvez, ele tenha apanhado porque seu pai viu que eu o fotografei. Foi triste ouvir este sorriso se transformar em surra e choro.

Esta senhora casou-se com este senhor, que é pastor, sendo ele já era tetraplégico. Hoje ele é cego, resultado da degeneração. Eles tem três filhos normais. Nunca vi um amor assim. Ele fez questão de participar dos dois dias de treinamento, 7 horas em cada dia, num calor absurdo. Quando eu passava algum vídeo legendado, ela lia a legenda para ele.

A caminho de Catacaos, vimos crianças brincando nos montes de areia.

Apesar de estarmos em uma região desértica, esta plantação de arroz está muito bonita e verde.

Futebol é algo universal, pelo menos nos países pobres. Até na areia, até com traves de tijolos.

Sexta-feira da paixão, algumas crianças fazendo a ornamentação de Páscoa na praça principal. Muito trabalho e dedicação.

Não entendi porque, mas as decorações pascalinas são em branco e preto. Contrasta com as muitas cores que os peruanos gostam de ter em suas casas, roupas e enfeites.

Os peruanos são muito simpáticos e receptivos. Gostam de uma lente!

A praça estava lotada com as festividades. Muitos brinquedos para as crianças, muita comida, muito artesanato e muita coisa interessante na feirinha. Muitas famílias aproveitando as festividades. Claro, mais do que tudo, muita gente!

Para quem quiser experimentar comida peruana, as oportunidades são muitas. Difícil é encarar.

O pessoal se divertindo com o teatro de rua. As brincadeiras e piadas são muito simples. Segundo me disseram, o Peru está em último lugar em interpretação de textos. Tive que repetir muito durante o treinamento, simplificar e ilustrar.

Apesar da confusão causada pela multidão passante, esta aí ainda teve tempo para pensar na vida.

Ou o palhaço divertiu muita gente ou fez a alegria do dono do bar. Mas estava aí, destruído na sarjeta.

O povo é muito simples, sofrido e pobre. As casas não tem outro piso que não a areia. Há gente rica, casas de alvenaria, carros caros. Mas a grande maioria das casas é de compensado ou pau a pique. Sempre coloridas na frente, não quartos, luz elétrica ou banheiro. Isto não impede o povo de ser alegre e festeiro.

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