Emoção até o último segundo


Acabamos de despedir de nossos amigos

e

que passaram os 15 dias mais corridos da vida deles conosco. Dentre as muitas correrias, vou contar as mais emocionantes. Como bem disse a Ana, quando tudo é planejado funciona bem, mas quando não é…

No domingo resolvemos passear de bicicleta pela baía em San Francisco, atravessar a Golden Gate e almoçar em Sausalito. Já era quase meio-dia quando começamos o trajeto. O passeio que teoricamente seria leve, foi demais para os meninos e tivemos até tombo coletivo na Golden Gate. Apesar do choro e ranger de dentes chegamos a Sausalito para perceber que já estávamos atrasados para voltar. Perdemos a balsa de 16:30 e tanto o estacionamento quanto a locadora fechavam às 18h. Desembarcamos e fizemos os meninos andar os 6km de volta em 30 minutos, enquanto o Lucas foi na frente para pegar o carro. Conseguimos chegar à locadora às 18:10, antes do Lucas que ficou preso no engarrafamento. Com a boa vontade do rapaz na locadora a gente conseguiu resolver tudo.

Na sexta saímos para Napa Valley, e como sempre, saímos tarde. Viajamos quase 6 horas para ver 2 vinícolas, almoçar num lugar chique, caro e comida mais ou menos e voltar para casa antes da Apple Store fechar. Claro, com os meninos reclamando.

No sábado saímos de madrugada rumo a Las Vegas. Tendo dormido menos de 6h nesta noite, tava todo mundo com o humor maravilhoso por sair de casa às 5:10h. Chegamos ao aeroporto em cima da hora, sem tempo de tomar o café antes do embarque que já havia começado, sem lanche no vôo que era curto e sem achar uma Starbucks que não estivesse cheia no aeroporto de Las Vegas. Por fim tudo ficou bonito após o café da manhã às 10h.

Chegamos ao hotel e descobrimos, após longa fila, que nosso check-in seria feito às 14h. Abrimos nossas malas no saguão e trocamos de roupas no banheiro. Estávamos prontos para passear! E o ânimo dos meninos é claro na foto.

Os sabres de luz coloridos ajudaram no humor até a hora do almoço. Como o passeio começou tarde, o almoço também demorou. Eu tinha visto no hotel uma propaganda de costela que me interessou muito. A idéia era almoçar e fazer o check-in. Ao saírmos do MGM, vimos um Outback e resolvemos que melhor seria almoçar por lá mesmo, passear um pouco e depois fazer o check-in. Voltamos para o MGM e não conseguimos mais a vaga boa que tínhamos acabado de vagar, claro. Deixamos o carro bem longe e compramos os ingressos para o Mono Rail. Ao chegarmos na estação, percebemos que já estávamos na estação que a gente queria descer. Como isto era inacreditável, procurei no Google Maps como chegar ao Outback e ele indicou um caminho para outro Outback, mais longe. Para resumir uma longa história, descemos na segunda estação, andamos 20 minutos sob um calor de 40ºC, com os meninos reclamando, para descobrir que havia uma estação ao lado do Outback.

O ponto alto do passeio em Las Vegas seria o

. Saímos do almoço pensando em descansar um pouco antes de voltar para o espetáculo. Quando chegamos ao hotel o Lucas percebeu que tinha que retirar o ingresso com 2h de antecedência. Voltou ele correndo para retirar os ingressos. Para não faltar emoção pegou engarrafamento e errou o caminho de volta. Tendo tempo suficiente para um banho rápido, saímos de novo para o espetáculo. Conhecemos outras 2 estações do Mono Rail, arrastamos os meninos por 10 quadras enquanto corríamos para não perder o espetáculo. Entramos já com as luzes piscando.

Ao fim do espetáculo resolvi voltar ao hotel com os meninos enquanto a Carina ia passear com o Lucas e a Ana. Os meninos estavam exaustos de dar dó. Andamos bastante até chegar a um ponto de táxi, esperamos por 15 minutos na fila, pegamos engarrafamento até chegarmos ao hotel às 23h. Eles tinham acordado às 4:30h e almoçado às 14:30h. Comprei uns donuts e fomos dormir. Íamos acordar às 6h no dia seguinte para ir ao Grand Canyon.

A viagem ao Grand Canyon levou 5h de ida e levaria outros 5h de volta. Ficamos por lá pouco mais de 2h, ouvindo os meninos reclamarem que não fizemos o passeio de helicóptero. Um tema para o “Classe média sofre”… Na volta errei o caminho e andamos 70 kilometros a mais.

Hora de voltar para casa. Fartos de tanta correria, resolvemos fazer o check-out às 5h e chegamos ao portão de embarque às 6:30h, tempo mais que suficiente para o embarque previsto para às 7:30h. Tomamos café tranquilamente nos orgulhando de como foi bom saírmos em um horário adequado. Para compensar a primeira vez que não precisamos correr, o vôo atrasou e agora o Lucas e a Ana corriam um sério risco de perder o vôo de volta ao Brasil. Como não era uma conexão, este atraso era sério. A distribuição geográfica em SFO não tinha como ser melhor: desembarcaríamos no terminal 3; as malas deles estavam no carro, no terminal 1; eles embarcariam no terminal 2. A estratégia vencedora foi: A Carina e a Ana foram com todas as malas que levamos para Vegas e os meninos para o terminal 2. Eu e o Lucas fomos correndo pelo aeroporto buscar as malas e encontrar com elas.

Enfim deu tudo certo, com bastante correria. Foram dias de muita diversão e curtição. Rimos muito, comemos muito, passeamos muito e corremos bastante. Agora é hora de por o sono em dia e curtir a saudade!

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