Sonhei esta noite


Eu are o dono de um cinema de rua, um bem cuidado, bem conceituado.

Eu arrumava as cortinas para melhorar a iluminação, ligava ventiladores, conferia os detalhes. Não tinha recurso para fazer melhor do que estava mas eu tentava. As salas não eram escuras, era como uma projecção caseira. A imagem não era muito grande, como se eu estivesse usando um projector portátil.

Havia 2 salas de projeção, passando o mesmo filme de cada vez. A sala de cima tinha mais gente. Os filmes eram filmes infantis, já vistos. Ninguém parecia muito interessado nos filmes. Todos se comportavam bem, mas eu via que todos ficavam comentando algo com freqüência. Quase ninguém tinha ido sozinho.

As pessoas comiam pizzas frias, pizzas que elas mesmos traziam. Umas boas, umas muito ruins. Elas compravam onde achavam no caminho para o cinema. Eu comentei com alguém: é tão boa quanto qualquer comida que elas poderiam encontrar na estrada por onde vieram. Está muito bom.

Parecia inquieto. Eu entrava por um quadrado pequeno na frente do cinema, ia arrastando enquanto subia até que eu me via subindo as escadas quando estava na segunda sala, e saía por uma porta ao fim da sala. Algumas vezes eu ia no sentido inverso.

Todos meus parentes estavam indo lá naquele dia, diferentes pessoas em cada sessão. Só via os parentes que ainda estão vivos. Parecia que eles foram lá me ver. Todos me cumprimentavam, acenando de seus lugares. Uns poucos se levantavam para me dar um abraço muito empolgados. Não vi os meninos, não vi nenhum amigo, nenhum parente da Carina. Não chegamos a conversar, apenas a vi rapidamente.

Pelo visto eu era sozinho.

 

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