Lágrimas, abraços e silêncio


O choro é intrigante. Dá um aperto na garganta, os olhos brilham, você tenta segurar, engole e as lágrimas descem. As lágrimas são as palavras de um coração partido. Temos vergonha de chorar em público porque choro é sinal de fraqueza. Quando não há opção, quando não há forças, quando não há esperança, há lágrimas.  Enquanto temos força gritamos, lutamos, esperneamos. Quando nada mais resta, choramos. É o atestado de vulnerabilidade.

Os abraços são as palavras de um coração amigo. Abraçamos os que nos são queridos. Abraçamos quando estamos celebrando, abraçamos quando estamos consolando. É o gesto que diz “estamos juntos”, tanto na alegria quanto na tristeza. Não muda as circunstâncias mas traz a certeza de que não estamos sozinhos. Nos vales e nos picos, quando pausamos nossa jornada, olhamos ao nosso redor em busca de abraços. Estes são os abraços mais valiosos.

O silêncio fala alto quando há o encontro do abraço com as lágrimas. Não há palavras porque elas já não fazem sentido.  O que importa são aqueles que podem nos abraçar e carinhosamente enxugar nossas lágrimas. Palavras valem muito pouco diante da presença daqueles que amamos. Esta presença amiga é tudo o que precisamos para conseguir suportar o calor do dia ou a escuridão da noite quando nos vemos obrigados a trilhar por caminhos estreitos e pedregosos.

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