As Aves


O título deste post me lembra do vídeo ‘

‘, mas o assunto é outro.

Acho interessante a quantidade de aves que vivem à beira mar. Algumas vivem de comer lixo deixado pelos humanos, 

outras catam mariscos na maré baixa. Bem, eu acho que são mariscos, sou mineiro não entendo nada de praia.

Interessante é que algumas destas aves se acostumam com as pessoas e parecem até companhia. Ao invés de terem medo, procuram as pessoas para conseguir comida.

Fotografar aves é algo desafiador. Principalmente se elas estiverem voando. Conseguir o foco e fazer o enquadramento com o elemento se deslocando não é trivial. Ainda bem que o o equipamento resolve quase tudo para você.

A proximidade e a convivência com os homens alteram o comportamento dos pássaros. Os bichinhos começam a trocar as árvores que antes lhes serviam de abrigo pelos fios elétricos, mesmo em lugares tão remotos quanto o rio Araguaia no interior de Tocantins. 

Aliás, foi no Araguaia que fotografei uma águia, cuja foto foi premiada pelo concurso ‘Fotografe a Natureza’ de 2009.

Algumas situações são curiosas. Este João de Barro em plena Lagoa da Pampulha era inesperado. 

Eu gosto bastante de aves. Quando criança eu criava patos. Houve uma época que eu pegava rolinhas com arapuca e criei um viveiro, mas quando algumas morreram num inverno muito frio eu percebi que não era legal e soltei as quase 20 que eu tinha. Algumas tiveram dificuldade de voar de novo. Aprendi com isto que aves em casa, só as domésticas.

Falando dos patos, compramos dois patinhos para os meninos. Um era o Pimpim e o outro o Pimpolho. O Pimpim teve vida curta, pouco mais de uma semana. O Pimpolho parecia que ia vingar. Já estava formando penas e se dava bem com a Brisa (a cadela). Os meninos temiam que ele um dia fosse para a panela mas este risco ele não correu. Não sabemos como, mas ele adoeceu e morreu também.

Triste é fotografar aves em cativeiros. A ave pode até ser bonita mas a cena é muito triste. Melhor deixar o bicho solto. Neste caso, a história é ainda mais triste já que esta ave é fruto de contrabando de aves e está em cativeiro porque não consegue viver de forma autônoma em seu habitat natural. Crueldade.

O

, Betim, Minas Gerais, é uma cachaçaria/parque/centro ecológico autorizado pelo Ibama para a recepção, tratamento e cuidado de animais recapturados do contrabando e em condição de risco. Muito bom que o parque é aberto ao público e é possível interagir com estes animais.

Algumas aves são curiosas, como este papagaio preto e branco com o rabo vermelho. Parece Photoshop mas o bicho é assim mesmo!

Fico contente de saber que temos hoje no Brasil diversos esforços para o combate ao tráfico de animais em andamento e alguns centros de triagem, recuperação e reintegração destes animais da fauna brasileira. Um deles é o

. Neste zoológico somente existem animais da fauna brasileira, sendo estes resgatados do tráfico. Logo na entrada ficamos num viveiro muito grande com as aves soltas. Uma experiência inesquecível!

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