Já contou sua história?


Desde a longínqua antiguidade, nós, seres humanos, pessoas, gostamos de história e de estórias. Não acha que é assim? Você gosta de ler um livro? De assistir um filme?

Não sei dizer o que dá às histórias esta força. Sei que elas nos cativam, nos emocionam, nos ensinam. A Bíblia é uma coletânea de histórias, para surpresa de alguns. Não é um livro de regras, mas conta a vida das pessoas e como elas se relacionara, com o transcendente.

Percebo isto aqui no blog. Por alguns anos venho publicando minhas fotos na Internet, mas pouco acesso tive. Ao mudar a forma de exposição das fotos, passando a narrar a história que conecta os clicks, o acesso médio multiplicou-se cinco vezes. Os comentários? Nos 5 anos anteriores conquistei 3 comentários (Obrigado Kuka, Fred e anônimo discordante). No último mês foram mais de 40.

A diferença é que a história leva à uma conexão com o leitor, à uma identificação. Cada um de nós tem a sua história e as imagens nos tocam quando elas nos remetem a fatos já vividos, a experiências que vivemos, a situações onde nos emocionamos. Isto não acontece de forma objetiva, mas subjetivamente, no nosso sub-consciente. A conexão já existe e quando é estimulada nossa atenção é capturada.

Algumas vezes é o contraste que nos chama a atenção. A inversão de valores, a mudança de paradigma. Vemos uma cena que não nos parece normal e ficamos intrigados, tentando desvendar o aparente mistério.

Outras vezes a mensagem é clara e nos atinge pela identificação. O choro de uma criança após um tombo nos desperta o altruísmo, a vontade de socorrer, ajudar e cuidar. Percebemos que sua situação indefesa e desconfortável pode ser aliviada com nosso suporte e auxílio. O desconforto alheio nos causa sofrimento. A isto damos o nome de empatia.

Uma estória bem contada tem um vilão, um mocinho, um conflito, uma disputa e um vencedor. Tomamos partido e torcemos pela justiça, pelo bem. Situações tensas nos incomodam, nos inquietam. Ficamos em busca da paz, do equilíbrio da tranquilidade.

Claro e cristalino é que as estórias captam nossa atenção. E para aqueles que compartilham sua vida na Internet, bem sucedidos são aqueles que conseguem a empatia e a atenção do público. Quanto mais pessoal, mais identificação temos. É a diferença entre ver um cartão postal e receber o mesmo cartão postal com uma mensagem no verso.

É aí que a fotografia tem razão de existir. Quando você encontra um álbum de fotografia e começa a folhear, ele lhe lembra da sua história, dos fatos, das pessoas, dos momentos. Claro, nada mais chato do que olhar um álbum de fotografias de um estranho. Se, porventura, um narrador começar a contar a história por trás das fotos, o interesse retorna.

 Voltamos a falar de pessoas. Não há como escapar, são os amigos, a família, as pessoas que tornam a vida interessante. Enquanto o sorriso de uma criança nos faz sorrir,

 

as lágrimas de uma perda nos deixam introspectos. As pessoas e as situações em que elas estão conclamam nossas emoções, nossa empatia, nossa simpatia.

E a sua história? Você tem registrado os seus dias? Daqui a 10 anos terá o que reviver? Terá uma história para contar?

No final, meu caro, seremos todos história.

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